Vai-se os anéis e ficam os dedos
E aos poucos os próprios dedos
Amargam as dores do medo
De um dia ter que viver

Já sem o brilho dos anéis
Já sem as forças dos pés
Com vida só nos papeis
Ter que pedir pra morrer

Por já no cumprir da vida
Tornar-se invisível excluída
Por quem dedicaste a vida
Bem antes do renascer

Com o tempo tem percebido
Seus pares despercebidos
Com outras mãos, envolvidos
Poupar-lhes um parecer

E temendo o fim dos enredos
Das mãos novas sem anéis nos dedos
Pela lei de retorno sem segredos
Com tempo sofrer, sofrer, e sofrer…

EUVALDO LIMA

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *