Vê o néctar das flores em pedras derretidas
Essências de amor em almas endurecidas
Nos monstros encarnados futuros Deuses
E embriagado pelos sonhos, por vezes,
Exalta os guetos umbralinos, e lincha a vida

Sem esforço Gargalha da dor, chora de alegria
Faz do fosso Natural, provisória moradia
Do coração da fera, o seu novo habitar
De letras mortas, palavras frias, a brilhar
E enverniza, embrulha e vende poesia

Habituado a pesar no litro, medir na balança,
Pular da cama, voar num cavalo, a morrer criança,
Esfriar o sol, clarear a noite, eternizar o dia
Esbarrotar o mar em lágrimas, e os lares em esperança
Escancara seu interior, protegido por van filosofia

Está vendo o bem do mal, ou o mal no bem
Depende de quem esta falando pra quem
Com poesias desabafos, entretenimento
Por pétalas anônimas sopradas por alguém
A alma poética foge de si, galopando em sentimento.

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